Nos dias de hoje, a resposta deixou de ser uma coisa banal, uma vez que as novas gerações não lhe entendem a origem. Conto-lhes, pois, uma historieta interessante, uma pequena amostra da ação do tempo.
Certo cidadão caminhava de volta para casa, preocupado, exatamente, com a questão natalina porque seu filho de cinco anos, muito esperto e muito vivo, (como são as crianças de hoje) não lhe dava folga; queria saber tudo de tudo, deixando-o em situação difícil.

Em nossa época, a maioria dos países procura incentivar o turismo, não exatamente para que os estrangeiros conheçam as belezas do país visitado, mas sim, e preferencialmente, porque essa prática tem se revelado como uma das mais eficazes maneiras de arrecadar dinheiro. Essa avidez para laçar turistas, como tudo no mundo, visa somente o lucro que a horda turística carreia para o país visitado. Enquanto, perifericamente, o assunto é dinheiro, renda, tudo maravilhoso, porém, quando se capitalizam os estragos produzidos por eles, a visão desse espetáculo muda de figura. Tanto é verdade, que, praticamente, em todos os lugares onde o turismo prolifera, o trabalho dos encarregados da ordem do lugar não dão conta de vigiar locais mais visitados, bem como a fauna e a flora, porque a fúria turística invade tudo e está sempre pronta para rabiscar, quebrar, pescar onde é proibido, deixar um rastro de lixo por onde passa. Somos vítimas de uma espécie de xenofobia inconsciente que consiste em não respeitar os lugares por onde passeamos, simplesmente, por não fazerem parte de nosso país, ou algo assim.

Dia desses, na seção de cartas dos leitores do jornal do qual sou assinante, li, com satisfação, carta de uma professora, protestando contra a enxurrada de filmes dublados, exibidos tanto nos cinemas quanto na televisão. Ela argumenta, com muita propriedade, que isso é o resultado da falta mínima de escolaridade do povo, ou seja, a maioria é parcamente alfabetizada, e pouco, ou nada se esforça para dar um passo adiante, sem nos esquecer, contudo, que os estudantes são vítimas de um “sistema educacional” fragorosamente falido.

Essa expressão tornou-se conhecida por muitas gerações de casamenteiros porque fechava o procedimento dos Sacerdotes católicos na cerimônia religiosa católica. Como se sabe, até hoje, uma grande maioria de casais gostam de se exibir, casando na igreja. Todavia, a verdade é a seguinte: o casamento na época presente é uma instituição falida, e para isso não é necessário consultar psiquiatras nem gurus; basta olhar atentamente como vivem os casais.

Eu, você, enfim, todos nós estamos no mundo por alguma razão; não concebo que Deus nos tenha enviado para este planeta sem um objetivo definido, principalmente, no sentido de nos proporcionar uma oportunidade de crescimento.  Paro por aqui, a fim de evitar a intromissão de qualquer princípio religioso. Ponto final.

Um grande amigo meu, cansado da vida sedentária a que se entregou depois da aposentadoria, acorrentado a um desgastante “dolce far niente”, começou a desanimar e a sentir-se inútil, ele, que desde a mais tenra idade sempre trabalhou. Esse é o destino dos que se aposentam sem ter um meio qualquer de continuar ativos em uma atividade diferente, não apenas para ocupar o tempo mas, em algo que lhes proporcione prazer. Assim se elimina o vácuo entre o passado e o presente, transformando-se em uma passagem agradável entre um estilo de vida e outro, normalmente aprazível.