Dia desses, na seção de cartas dos leitores do jornal do qual sou assinante, li, com satisfação, carta de uma professora, protestando contra a enxurrada de filmes dublados, exibidos tanto nos cinemas quanto na televisão. Ela argumenta, com muita propriedade, que isso é o resultado da falta mínima de escolaridade do povo, ou seja, a maioria é parcamente alfabetizada, e pouco, ou nada se esforça para dar um passo adiante, sem nos esquecer, contudo, que os estudantes são vítimas de um “sistema educacional” fragorosamente falido.

Essa expressão tornou-se conhecida por muitas gerações de casamenteiros porque fechava o procedimento dos Sacerdotes católicos na cerimônia religiosa católica. Como se sabe, até hoje, uma grande maioria de casais gostam de se exibir, casando na igreja. Todavia, a verdade é a seguinte: o casamento na época presente é uma instituição falida, e para isso não é necessário consultar psiquiatras nem gurus; basta olhar atentamente como vivem os casais.

Eu, você, enfim, todos nós estamos no mundo por alguma razão; não concebo que Deus nos tenha enviado para este planeta sem um objetivo definido, principalmente, no sentido de nos proporcionar uma oportunidade de crescimento.  Paro por aqui, a fim de evitar a intromissão de qualquer princípio religioso. Ponto final.

Um grande amigo meu, cansado da vida sedentária a que se entregou depois da aposentadoria, acorrentado a um desgastante “dolce far niente”, começou a desanimar e a sentir-se inútil, ele, que desde a mais tenra idade sempre trabalhou. Esse é o destino dos que se aposentam sem ter um meio qualquer de continuar ativos em uma atividade diferente, não apenas para ocupar o tempo mas, em algo que lhes proporcione prazer. Assim se elimina o vácuo entre o passado e o presente, transformando-se em uma passagem agradável entre um estilo de vida e outro, normalmente aprazível.

O mundo todo ficou estarrecido com a destruição de várias cidades do Nepal. A televisão de todos os países, sempre ávidas para noticiar desgraças, encarregou-se de mostrá-la à exaustão. Milhares de vidas foram perdidas, sendo que nem o governo nem a população estavam prevenidos; essa é a justificativa que se conhece.

“DE TANTO VER PROSPERAR A DESONRA, DE TANTO VER CRESCER A INJUSTIÇA, DE TANTO VER AGIGANTAREM-SE OS PODERES NAS MÃOS DOS MAUS, O HOMEM CHEGA A DESANIMAR-SE DA VIRTUDE, A RIR-SE DA HONRA E A TER VERGONHA DE SER HONESTO”