O remo é um esporte náutico e de velocidade, praticado em rios ou em lagoas, e também em enseadas, ou pistas construídas, especialmente, para a prática da modalidade e até mesmo no mar. Diferencia-se dos caiaques e da canoagem, que é também uma forma esportiva a remo. A canoagem usa barcos leves, estreitos e longos, que competem, em rios de corredeiras, ou indicadas para passeio turístico, em rios, praias, represas.

Já, os caiaques foram criados no Alaska, com objetivo de pesca. Ambos usam remos. São diferentes também do iatismo, movido a velas. No remo, os competidores ficam de costas para a linha de chegada. Cada remador pode conduzir o barco, utilizando um ou dois remos, dependendo do tipo de barco. Com, ou sem o timoneiro (chefe), que é o tripulante, encarregado de orientar o barco e os companheiros. A Inglaterra é o berço da prática competitiva do remo, com a criação em 1818. O remo faz parte dos Jogos Olímpicos e das Paralimpíadas. Os norte-americanos foram os que mais desenvolveram o esporte. No Brasil, a atividade vem sendo praticada, desde fins do século 19, em Santos, SP, onde tudo começou. É um desporto que exige níveis muito elevados de força muscular e de resistência à fadiga e elevada capacidade aeróbica, para oxigenar a grande quantidade de massa muscular utilizada. A combinação destas duas características confere-lhes uma capacidade física singular, senão única. Como a natação, o remo trabalha todos os grupamentos musculares do corpo humano, com benefício para os sistemas cardiorrespiratório e cardiovascular, podendo ser praticado por qualquer faixa etária. Este desporto tende a selecionar os atletas mais altos e com membros mais longos (remada mais ampla). É comum remadores com 1,90m a 2m de altura. Existe oito classes de barcos nas principais competições internacionais.

Paulo Roberto Maravalhas
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